Os nossos corpos entrelaçam-se em câmara lenta e adormecemos.
Com as minhas cuecas húmidas limpo o sémen que escorre lentamente pelo seu rabo frio tentando não despertá-la do estado de sonolência em que se encontra. Procuro também transportar-me para lá, pois a vergonha de não ter conseguido não querer explodir dentro dela tem de morrer antes que o Sol nasça.
E foi assim a (nossa) última viagem ao profundo dos nossos corpos: crua, fria e vergonhosa; um acto de puro egoísmo... o meu.
(...)
A noite presta-se a acabar, abrimos a porta de casa, exaustos, e entramos.
Lá fora ficam as memórias de mais uma madrugada intensa, salpicada de odores diversos. Ainda sinto no muco o sabor do...