Carta de Amor Ilustrada III: Era Uma Vez... A Esperança (eBook)

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E porque eu prefiro estar a dormir e somente acordar quando te deitares, vou saciar a fome, esperar-te à porta, dar-te um beijo de bom dia, nem que seja virtual, entregar-te esta extensa confissão, nem que seja por telepatia, e algures entre o purgatório e a salvação, adormecer sonhando contigo.
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Ainda sonho contigo, quase sempre quando estou acordado. Sonho com histórias que nunca chegarão a ser partilhadas, com vidas que nunca viveremos.
Mas a constante desse sonho é sempre uma, repete-se vezes sem conta em busca do infinito e foi assim imortalizada algures no longínquo ano de 2004:
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Parto na esperança de um futuro que não existe, impossível. Parto de coração aberto, indefeso. Sonho com mundos pintados de amor e carinho, onde pulo de alegria e me expresso livremente, onde cada palavra minha não seja uma ameaça mas um gesto de aproximação.
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E continuo a sonhar e a tornar real esses sonhos, para que, tal como hoje, te possa continuar a desejar... Bons Sonhos ;)

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Carta de Amor III (Ilustração)



Carta de Amor III: Era Uma Vez... A Esperança

( http://www.10anosdeeternosinfinitos.com/2009/04/carta-de-amor-iii-era-uma-vez-esperanca.html )

«E porque eu prefiro estar a dormir e somente acordar quando te deitares, vou saciar a fome, esperar-te à porta, dar-te um beijo de bom dia, nem que seja virtual, entregar-te esta extensa confissão, nem que seja por telepatia, e algures entre o purgatório e a salvação, adormecer sonhando contigo.»

Ilustração: Cipriano Oquiniame ( http://ciprianoo.blogspot.com/ )

Carta de Amor IV: Os Deuses Também Se Abatem


Os nossos corpos entrelaçam-se em câmara lenta e adormecemos.

Com as minhas cuecas húmidas limpo o sémen que escorre lentamente pelo seu rabo frio tentando não despertá-la do estado de sonolência em que se encontra. Procuro também transportar-me para lá, pois a vergonha de não ter conseguido não querer explodir dentro dela tem de morrer antes que o Sol nasça.

E foi assim a (nossa) última viagem ao profundo dos nossos corpos: crua, fria e vergonhosa; um acto de puro egoísmo... o meu.

(...)

A noite presta-se a acabar, abrimos a porta de casa, exaustos, e entramos.

Lá fora ficam as memórias de mais uma madrugada intensa, salpicada de odores diversos. Ainda sinto no muco o sabor do...