Carta de Amor VII: Urbe Dance

FASE 1: Esperança & Inocência
Deixa-te ir, e se confiares em mim acordarás num lugar lindo.

Onde as cores e os cheiros são mais intensos.
Onde a terra vermelha te aquece os pés e te pinta o corpo, por dentro e por fora.
Onde a chuva te abraça e te embala.
Onde o pouco se transforma em muito e do nada surge a fartura.

Nesse lugar lindo tocas em gentes de carne e osso
e pulas com eles até tocar nas nuvens que pintam o azul dos céus.
E pulas tanto que cedes
e rebolas
e te sujas.
E os meninos como tu, riem-se,
despreocupados,
sem medo das taponas que inevitavelmente chegarão ao final do dia.

E corres como nunca antes o fizeste em busca da bola que te escapa,
do golo que te eleva à próxima árvore da tua infindável lista de coisas impossíveis a realizar enquanto acreditas que...

Carta de Amor VI: Uma Mensagem Para Ti


FASE 2: Maturidade
«Foi o brilho dos teus olhos e o sorriso de menina moça que me fizeram partir na aventura de te amar.»
11.Maio.2003 | 1:34 | Viana do Castelo, PT | via SMS

Ela prometeu e cumpriu. Colocou na protecção do teu abraço a mais frágil e valiosa flor do nosso jardim.

Enquanto me deleitava com mais um sonho realizado e bebia avidamente cada expressão e gesto teus, senti o excesso da alegria gulosa forçar-me num abraço ofegante e por breves instantes sugar-me a vida.

Coube à memória a árdua tarefa de reanimar o coração e puxar-me para dentro de um vórtice que me transportou, por breves instantes, para um tempo que já foi.

Hoje sei que te amei para além da...

Carta de Amor V: A Calma Ilusória Que Precede A Tempestade

NOTA INICIAL: 
Pedimos desculpa pelo atraso na publicação das Cartas & Ilustrações, mas afazeres profissionais e sobretudo o nascimento da mais bela de todas as Dálias (+ info) foram mais do que motivos de força maior. Esperamos agora, passado quase um mês do seu nascimento, voltar ao ritmo normal e recuperar o atraso. 

Boas Viagens, Alfredo & Cipriano.

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Fase 3: O Declínio

Eu sou o Vazio.

Em mim deposito a esperança do nada multiplicado ao infinito. Esse infinito de pequenas coisas, incontroláveis e desgastantes, que nos levam ao desespero... ao beco sem saída.

(...)

Lá do alto a Lua sorri, iluminando o céu estrelado com o seu Quarto "C"rescente "mentiroso". Ela pinta de "C"rença os sonhos, anima as noites mais gélidas e alia-se à madrugada na recepção entusiástica ao tímido Sol.

Com o seu "C" reflectido no profundo de nós, ela teima em dizer-nos aquilo que optamos por ignorar, tapando muitas vezes os olhos e afogando quase sempre a razão: é de "C"rença que vivem as relações. E elas, as relações, não são...